“Projetos conduzidos sob a ótica da decisão apoiada em conhecimento vêm trazendo vantagens às mineradoras, pois aliam garantia, segurança, economia e sustentabilidade às suas decisões”, acredita o geólogo Mateus Simonato, da Servmar Serviços Técnicos Ambientais, que vem aplicando este conceito na solução de problemas relacionados à quantidade e qualidade das águas, em diversas fases dos empreendimentos.
Em um empreendimento mineiro em implantação na região Norte do País, o estudo da hidrogeologia regional e a aplicação de parâmetros hidrodinâmicos locais, obtidos com a instalação de redes de monitoramento e ensaios de bombeamento, permitiram a modelação das direções de fluxo da água subterrânea e a definição das principais áreas de recarga e descarga.
“O modelo geológico e estrutural do maciço, o reconhecimento das formas e propriedades do aqüífero, bem como a compreensão do comportamento da água, possibilitou identificar as zonas de ocorrência de maior aporte hídrico e orientar decisões de manejo do recurso nas áreas das minas”, afirma o geólogo Emanuel L’Apicirella, da Servmar.
O estudo permitiu calcular os volumes aproximados de aporte de água a ser remanejada em diversas áreas das futuras cavas, bem como identificar a direta correlação entre o nível de fraturamento do maciço e a ocorrência de água. Da mesma forma, permitiu verificar que em diversos setores da área da mineração a água não seria um problema ao avanço das cavas.
Neste caso, um estudo baseado em dados já disponíveis na empresa, compilados a informações obtidas em estudos hidrogeológicos básicos, permitiram identificar as áreas com maior probabilidade de ocorrência de água nas futuras cavas e desse modo, priorizar ações de estudos de detalhe somente nas áreas mais críticas, otimizando os recursos para estudos de detalhe.
A gestão inteligente da água na mineração consiste na ideia de que o gerenciamento da situação pode agregar eficiência e trazer soluções, reduzindo custos financeiros, sociais e ambientais do empreendimento. A aplicação deste conceito deve estar presente nas diversas necessidades associadas aos empreendimentos mineradores, como por exemplo: apontando locais de menor impacto ambiental para a construção de barragens de rejeito, definido as melhores alternativas de captação ou lançamento de água, controlando o fluxo de água subterrânea ou superficial influenciadas pela mineração, controlando as alterações de qualidade dos recursos hídricos, além de avaliar os volumes de água que podem estar presentes em cavas, galerias ou túneis.
Postado por: mariana paim
Fonte: Revista Minérios & Minerales, Edição 315, sexta-feira - 03-07-2009 - 13:44:25