A importância do setor industrial na gestão das águas e o potencial da água subterrânea no estado do Rio de Janeiro são temas de seminário.
A água subterrânea é um bom negócio. A afirmativa se baseia no fato de ser este o recurso mais abundante do planeta, representando mais de 98% das reservas mundiais de águas doces e líquidas. Hoje, 61% da população brasileira é abastecida por água subterrânea e 74% dos municípios paulistas têm neste recurso sua fonte de abastecimento público total ou parcial.
Para discutir esse assunto, a Servmar Ambiental & Engenharia, em parceria com a Firjan, realizou no dia 27 de março o seminário Gerenciamento de Recursos Hídricos, com a participação de técnicos das bacias hidrográficas do estado do Rio de Janeiro, da coordenadora do grupo técnico da Câmara Técnica de Controle e Qualidade Ambiental do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), Dorothy Carmen Casarini, entre outros especialistas.
Ao final do evento, houve o lançamento do Manual de Proteção da Qualidade da Água Subterrânea, edição em português, produzido pelo Banco Mundial.
De acordo com o Gerente Comercial da Servmar, Maurício Desgualdo, é mais do que comum, ao fazer o seu planejamento de instalação ou crescimento de produção, uma empresa avaliar a disponibilidade de água, o consumo e o custo desse insumo. Segundo ele, em relação ao uso da água distribuída por uma concessionária, o uso da água subterrânea é extremamente barata. Além da outorga do estado, é necessária a perfuração do poço, dos equipamentos de bombeamento e manutenção desses equipamentos. O custo do poço pode ser amortizado de seis meses a um ano.
- Temos como foco mostrar as empresas o dimensionamento dos aqüíferos, traçando estratégia de melhor forma de captação e gerenciamento do recurso hídrico subterrâneo, utilizando-o de forma sustentável e garantir a quantidade e qualidade da água utilizada – diz Maurício Desgualdo.
Ele lembra que atualmente têm sido implementadas políticas de prevenção de contaminação dos aqüíferos, começando pelos planos diretores de ocupação do solo dos estados e municípios, chegando até mesmo os procedimentos de movimentação de poluentes em geral pelas empresas e população.
Programa
09h - Mesa de Abertura Professor Mauro Viegas: Presidente do Conselho Empresarial de Recursos Hídricos – FIRJAN, Fátima Casarin: Chefe do Núcleo de Apoio aos Comitês de Bacia – SERLA, Marilene Carvalho: Diretora de Inovação e Meio Ambiente – FIRJAN
10h - A importância do setor industrial na gestão das águas, Antonio Peres – Coordenador de Recursos Hídricos e Efluentes – Petrobras
10h30 - Coffee Break
11h - Experiências e situação atual dos Comitês, Representantes dos Comitês de Bacia: Paraíba do Sul - CEIVAP – Paulo Teodoro de Carvalho (a confirmar), Baía de Guanabara – Dora Negreiros, Guandu – Friedrich Wilhelm Herms, Piabanha – Paulo Sergio Oliveira de Souza Leite, Lago São João – Mario Flávio Moreira, Macaé – Danilo de Paula Mastez
12h30 - Almoço LIVRE
14h - Regulamentações e visão do órgão gestor do Estado do Rio de Janeiro, Fátima Casarin: - Chefe do Núcleo de Apoio aos Comitês de Bacia – SERLA
14h30 - Potencial da água subterrânea no Estado do Rio de Janeiro, Fernando Zulian: Gerente de Desenvolvimento de Negócios – Schlumberger Water Services
15h30 - Águas Subterrâneas: um importante recurso que requer proteção, Ricardo Hirata: Hidrogeólogo - Geociências da Universidade de São Paulo - USP
16h00 - Programa “Gestão da Água Subterrânea”, Maurício Prado Alves: Diretor Técnico – Servmar
17h - Resolução Conama de Classificação de Águas Subterrâneas, Dorothy Carmen Pinatti Casarini - Coordenação do Grupo Técnico da Câmara Técnica de Controle e Qualidade Ambiental-CTCQA do CONAMA.
Postado por: mariana paim
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